Francisco Portugal e Gomes

Pavilhão de refúgio em Santiago/Penafiel

Habiendo desaparecido la actividad agrícola a causa de la expansión urbana, el Pabellón de refugio complementa instalaciones antiguas del lugar que permiten preservar los lazos afectivos de los antiguos habitantes.

Francisco Portugal e Gomes | Pavilhão de refúgio em Santiago/Penafiel

Francisco Portugal e Gomes | Foto: Fernando Gabriel


Francisco Portugal e Gomes | Pavilhão de refúgio em Santiago/Penafiel

Fotos: Fernando Gabriel


Francisco Portugal e Gomes | Pavilhão de refúgio em Santiago/Penafiel

Francisco Portugal e Gomes | Foto: Fernando Gabriel


Francisco Portugal e Gomes | Pavilhão de refúgio em Santiago/Penafiel

Francisco Portugal e Gomes | Foto: Fernando Gabriel


Francisco Portugal e Gomes | Pavilhão de refúgio em Santiago/Penafiel

Francisco Portugal e Gomes | Foto: Fernando Gabriel


Francisco Portugal e Gomes | Pavilhão de refúgio em Santiago/Penafiel

Francisco Portugal e Gomes | Foto: Francisco Portugal e Gomes


Francisco Portugal e Gomes | Pavilhão de refúgio em Santiago/Penafiel

Francisco Portugal e Gomes | Foto: Fernando Gabriel


Francisco Portugal e Gomes | Pavilhão de refúgio em Santiago/Penafiel

Francisco Portugal e Gomes | Foto: Jorge Garcia Pereira


Francisco Portugal e Gomes | Pavilhão de refúgio em Santiago/Penafiel

 


Francisco Portugal e Gomes | Pavilhão de refúgio em Santiago/Penafiel

 


Francisco Portugal e Gomes | Pavilhão de refúgio em Santiago/Penafiel

 


Memoria original en portugués:

Localização:
Santiago/Penafiel
2003-2007

Francisco Portugal e Gomes

Colaboração:
Fernando Gabriel, arquitecto
João Alexandre Abreu, arquitecto estagiário

Fotografia:
Fernando Gabriel
Jorge Garcia Pereira
Francisco Portugal e Gomes



Esta obra encontra-se implantada na extremidade de uma pequena quinta situada na Freguesia de Santiago, em Penafiel. Apesar de se tratar de uma área de características suburbanas em expansão acelerada, subsiste um pequeno núcleo com uma forte identidade, semi-abandonado de tradição rural a rodear a capela de Santiago de Subarrifana.
Uma vez cessadas as actividades agrícolas que ali ocorriam, o objectivo fundamental do trabalho consistiu na criação de um espaço de refúgio que pudesse proporcionar o reatamento dos laços afectivos com o lugar. O programa inicial previa a construção de um pavilhão com 50 m2, uma casa e um campo de ténis. Em 2003 foi proposto um estudo que contemplava o reordenamento integral daquele espaço, tendo em linda de conta o impacto produzido pela construção de um viaduto para atravessamento da linha de caminho de ferro que, fragilizara a coesão dos elementos existentes. Posteriormente foram desenvolvidos dois projectos que evoluíram paralelamente; um de Arranjos Exteriores e Paisagismo e outro do Pavilhão. A casa e o campo de ténis não se concretizaram.
O pavilhão substitui o lugar de uma antiga cozinha anexa próxima da casa de caseiro ainda existente. No lado Poente voltado ao arruamento de acesso, a implantação segue os anteriores limites. Foi criado um pátio descoberto que serve de entrada e que descomprime a proximidade com uma casa vizinha, a partir do reaproveitamento do granito das paredes preexistentes Este elemento funde-se com a nova construção, através dos vãos não envidraçados e interligando a parede de granito com placas de ardósia com 3cm de espessura dispostas horizontalmente sobre pequenos cubos de pedra que, em conjunto fazem uma grelha contínua que desenha o edifício. Esta abordagem pretende aproximar o novo edifício a algumas edificações vernáculas construídas com granito, próximas do local, onde a linguagem arquitectónica incorpora simultaneamente elementos de composição clássica e popular e a função se torna ambígua.
O pavilhão está organizado a partir de um núcleo de instalações sanitárias e duche, localizado entre o pátio e a área coberta, pretendendo-se reforçar o sentido de entrada, comprimindo-a, para logo de seguida libertar todo o restante espaço num compartimento multifuncional subdividido por um balcão com 1,10m de altura. O interior é marcado pela área central onde se encontra o fogo de aquecimento, pela disposição dos pórticos estruturais e pelos vãos que, permitem a percepção da envolvente exterior num ângulo de 180º.